sábado, 11 de maio de 2013

Vida de Escritor Amador

Estes fragmentos que escrevo aqui não são parte e nem parte de uma das partes do meu universo. Escrever sempre foi uma atividade que me acalmou e que colocou à prova aquela velha história de que escrever esvazia a mente. 
Aprendi a ler com quatro anos de idade e logo meu lado criativo aflorou para escrever. Nunca fui de dormir nos livros e não li uma biblioteca de livros na minha vida. Tudo que escrevo hoje em dia - salvo os textos desse blog que às vezes têm algumas referencias de minhas estórias - eu escrevo a beça. Uma história que sempre conto é sobre minha versão de O Justiceiro. Escrevi O Justiceiro (sim, esse era o titulo) quando tinha onze ou doze anos. A história tinha o mesmo plote d'O Justiceiro original: Família morta, busca por vingança. Porém, o problema é que eu nunca havia ouvido falar sobre O Justiceiro e inventei um personagem que já existia. Assim como O Justiceiro, enredos como dormir e acordar com outra realidade ou viajar no tempo e consertar erros históricos foram ideias originais minhas, mas sempre acho algo no cinema ou na literatura que se aproxime o suficiente dos meus plotes para que eu possa ser acusado de copião ou plagiador.
Apesar de tudo, eu amadureci. Confesso que ainda tenho muitas ideias, duas ou mais por dia, mas aprendi a organizar. Meus livros, quando pequeno, eram cinco à quinze páginas de caderno sem a barba recortada e que eu guardava com o maior orgulho. Esse amadurecimento fica bem mais presente na minha mente quando penso sobre que caminho resolvi tomar. Sempre fui imaginei cenas ótimas, mas que, às vezes, não alcançavam o teor suficiente nas palavras para a transmissão de ação necessária. Tentei várias vezes escrever Guerra do Universo (talvez uma versão que se originou de desenhos animados e Star Wars, que assisti quando criança). Guerra do Universo não tinha um final lá muito feliz, os dois amigos guerrilheiros se separam no final quando um deles morrem para salvar o planeta Terra da ameaça alienígena. Sádico? Chato? Maldoso? Não era essa a minha intenção. Por que ele morreu? O que adiantou ele morrer? Qual o peso final? Essas eram as questões que eu subconscientemente me perguntava quando pequeno. O amigo havia morrido pela humanidade, antes ele do que bilhões de pessoas, essa era a moral. Fora a grande valorização do sofrimento e a lição final, eu sempre investi em mulheres lindas. Minha infância foi repleta de belas garotas que não davam a minima para um moleque chato e filhinho de papai como eu. Meu humor e minha habilidade em textos nunca chamaram muita atenção a não ser no final do ano. Sendo assim, todos os meus personagens tinham mulheres lindas e elas eram independentes, tinham personalidade ativa na história. Eu não queria uma infeliz qualquer do lado do protagonista enquanto o Armagedom acontecia. Eu tinha uma ideia de começar a literatura de ação, mas não saiu da cabeça. 
Por fim, minhas cenas de ação e cenas sexo nos livros não alcançavam o que eu chamava de topo do termômetro. Não era suficiente escrever bem, usar um bom e requintado vocabulário, e nem ter uma ideia fantástica... Era preciso a ação acontecer. Foi quando olhei a minha volta, agora com treze anos, mas ainda pequeno, enxerguei uma porrada de DVD e pensei: Filmes. Apesar de terem sido parte da minha vida desde que cresci e em ter imaginado já algumas das minhas ideias como filmes, eu não tinha parado para pensar em roteiros. Pois bem, descobri quão mais dinâmico pode ser escrever um roteiro e finalmente atingi o teor necessário. Apesar de não ter escrito muitos, toda ideia que tenho para um roteiro, se aproxima mais da minha vida, e toda ideia que tenho agora que tende para mais para meu mundo fantástico, eu anoto e pretendo escrever como livro. Confesso que já parei vários roteiros e livros no meio da história ou na segunda linha, mas isso que me ensina a escrever. Apesar de ser uma comparação escrota, é sábia: Você não saberá o gosto daquele suco que você nunca provou se você nem ao menos tem coragem de provar. Ah, e claro, esse texto apesar de parecer ter sido escrito de forma evolutiva (desde meus problemas à minha solução), não, isto não é um compilado de dicas, e sim, minha experiencia. Quer escrever? Escreve, porra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário