domingo, 12 de maio de 2013

The Red Lipstick Lover

Mr. Red estava prestes a entrar em casa quando avistou uma mulher o observando. Calmo, ele pôs a chave na fechadura e girou a mesma. Conforme moveu a porta, a vidraça da grande porta maciça refletiu a imagem da mulher do outro lado da rua.
Mr. Red jogou o cigarro no chão e pisou em cima do fumo. Empurrou a porta com uma das mãos e se dirigiu a mulher com um olhar convidativo. A mulher desencostou-se do poste d'outro lado da rua e seguiu até a porta de Mr. Red. Com um beijo na bochecha do homem, a mulher de lábios vermelho sangue entrou na casa e Mr. Red à seguiu. Em poucos minutos, ambos estavam nus e na bela cama de seis mil reais de Mr. Red. Após minutos do que Mr. Red chamou de "o melhor sexo do sudeste", a mulher se levantou, ainda nua, e caminhou até o banheiro. Ao primeiro momento, ela apenas retocou o batom vermelho, mas em poucos minutos começava a revestir seu espartilho preto. Sua pele branca, quase rosada, foi preenchida por um tecido macio e pequenas fivelas que qualquer homem poderia abrir. Pegou seu casaco do chão e o jogou por cima dos ombros. Mr. Red estava recostado à cabeceira da cama e reparou que seus cigarros haviam acabado. Pegue um dos meus, disse ela com uma voz maliciosa. Mr. Red aceitou. Os dois fumavam feito dois velhos italianos. A mulher do batom vermelho agora beijava as mãos de Red e ele cuspia algumas palavras:

"Sabe qual a melhor coisa sobre cigarros? Eles te fazem parecer mais bonito, interessante e te dão o teor suficiente de depressão para que você pareça um personagem de cinema pós-guerra"

A mulher abria a barguilha de Mr. Red e ele a parava com a mão. Ela diz:

"É por isso que fuma?"

"Não. Eu fumo porque este pequeno fumo é a prova de que seguro meu destino pelas mãos. Ele diminui meu tempo de vida a cada maço, e eu gosto de segurar isso com minhas próprias mãos. Sabe, quase morri quando eu era criança. Estava chovendo, e minha mãe ia fazer bolo para tomarmos no chá da tarde. Meu pai não disse que não era para descer até minha avó - onde minha mãe estava - e eu lógico não obedeci. Desci as escadas até minha avó e bati a cabeça nos últimos degraus. Sangrei feito um porco no abate, mas não morri. Os médicos disseram que alguns centímetros me salvaram. Desde então, gosto de segurar meu destino em minhas próprias mãos para não ter que passar coisas como essa novamente."

"Profundo"

Mr. Red soltou uma gargalhada enorme e segurou a amante com força. Ela se assustou quando ele à jogou na cama e retirou suas peças abruptamente novamente.

"Gosto de ter tudo bem aqui... em minhas mãos."

Mr. Red então começa a masturbar a jovem e a observar sua reação.  Que mágico, ele pensava enquanto a jovem moça se contorcia de prazer. Logo Mr. Red estava de novo dentro dela.
Ao amanhecer, Mr. Red se jogou em sua poltrona imensa e desfrutou um licor 43. A mulher acorda e vê a imagem de Red em fente a janela. Ela calmamente abriu a bolsa e tirou de lá uma corrente. Se levantou, ainda nua, e foi até as costas de Red. Ele continuava a contemplar o nascer do sol e desfrutar o licor quando ela envolveu a corrente em seu pescoço e o enforcou com toda a força. Mr. Red lutou contra a corrente e os próprios pulmões quando caiu da poltrona. A garrafa e o copo de licor espatifaram no chão.
Mr. Red então se acalmou aos poucos e logo estava desacordado. Ou pelo menos, fingia estar. A mulher colocou novamente as roupas e começou a vasculhar o apartamento de Mr. Red. Encontrou algumas caixas de sapato com dinheiro e alguns relógios que valiam lá sua fortuna. Roubou também uma garrafa de vinho argentino de 1983. Quando estava prestes a deixar o apartamento, Mr. Red a surpreendeu com um tapa fortissimo e que fez todas as coisas que ela segurava cairem no chão. Mr. Red apontava um cano .38 para a moça e ela limpava, ao chão, o sangue que saia de sua boca.

"Quem é você?"

Mr. Red aproximou a arma à cabeça da jovem e engatilhou fazendo ela olhar em seus olhos endiabrados. A jovem cospe então no rosto de Red. Ele tira de seu bolso um lenço e limpa sua face com toda calma possível.

"Você quer me foder ou queria ser fodida?"

"Você é nojento!"

"Você tentou me matar!"

"Isso porque eu preciso do dinheiro e ninguém sentiria sua falta!"

Mr. Red encosta o cano da pistola entre os olhos da jovem e engole com dificuldade toda a situação.

"Você quer dinheiro?!"

Mr. Red desengatilha a pistola e guarda-a no bolso. 

"Todos querem meu dinheiro. A porra do dinheiro!"

Ele segura a jovem pelo braço e a puxa escada à baixo até a porta que dá acesso a rua.

"Bom, seu Manoel" diz ele quando passa pela portaria com a jovem assassina.

Mr. Red à joga no meio da rua e ela chora. Junto à ele, apenas a pequena caixa de sapato cheia de dinheiro.

"Pega essa porra e que ela dê o mesmo problema a você igual deu à mim"

Ele joga a caixa para o alto e o dinheiro paira no ar. Quem na rua estava logo corre até o local para recolher o dinheiro. A jovem grita implorando para que deixem o seu dinheiro em paz porque a ela pertence.
Mr. Red sobe as escadas novamente e veste seu melhor terno para mais um dia de trabalho.


Este post não tem como intenção motivar a violência contra a mulher, sou totalmente contra isso. Essa é, em seu puro sentido, uma expressão literária que não tem qualquer conexão com a realidade, seja ela com a vida ou a mente do autor.

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