Eu não tenho ideia do que escrever, então, não me responsabilizo se você continuar lendo isso. Talvez não faça sentido nenhum ou talvez você se ofenda.
Veremos... Ah, ontem andei pensando sobre a vida. Como se eu não fizesse isso sempre. Foi bom. Descobri que não tenho muito com o que me preocupar. Na verdade, eu acho que não tenho o que acrescentar na minha lista de preocupação. Isso é bom.
Eu não queria dizer isso, mas o ano está passando rápido. Estamos já no mês cinco e apesar de eu não ter avançado em nenhum dos meus roteiros, continuo tendo ideias e mais ideais. A maioria - ou talvez todas - nunca serão postas no papel ou além disso. Mas, apesar dessa minha pessimista visão de futuro, estou feliz por continuar produtivo. As pessoas me veem muitas das vezes como um cara preguiçoso. Sim, eu sou, mas não é por isso as vezes falo coisas tão pessimistas. Na verdade, nem tão pessimista eu sou, se eu fosse, não estaria escrevendo mais nada.
Vocês devem saber que este maldito blog acaba o ano que vem. Não que ele represente grande bosta, mas se você está lendo isso, saiba que não irei me matar nem desistir de tudo que quero conquistar, isso seria babaquice e a última coisa que eu sou na minha lista de adjetivos é babaca.
Se você quer saber mais de mim, então aqui vai. As coisas estão bagunçadas na minha vida devido a essa maldita fase em que me pego pensando em tudo que está por vir. Metaforicamente falando, é como se eu estivesse num estúdio de tatuagens e estivesse prestes a fazer uma. O problema é que eu olho para minha tatuagem ainda desenhada no papel e penso "Puta que pariu, é permanente" e sinto uma enorme incerteza mesmo sabendo que aquela é a tatuagem que quero estampada na minha pele até o final dos meus minutos.
Se você pensou na minha lista de preocupações, deve saber que esta decisão entre fazer e levantar e sair do estúdio de tatuagem é topheaded na lista.
Eu não fico me martirizando com esses pensamentos, caso seja o que pensa. Na verdade, o que chamam de preguiça nasce aí. Eu simplesmente largo de lado e deixo de lado. E aí dizem: Então deixe lado, ora pois. Não posso deixar de lado algo que decidirá o meu caminho daqui para frente. Não sou um crente da beleza da vida, amores e filosofias otimistas, não que eu seja voltado apenas para o pessimismo, eu só acredito naquilo que combina com meu imenso roteiro. Eu vivi até hoje um pouco mais de seis mil dias, o que me daria um pouco mais de cento e quarenta e quatro mil horas e se você tem a mesma idade que eu, saiba que seu tempo de vida entre seu nascimento e agora, beira isso. Às vezes, olho para mim mesmo e me enxergo criança. Não sei de nada, não vi nada e não vivi nada. Isso de certa forma me conforta se penso superficialmente, mas tem horas que é como se Legolas me atingisse com uma flecha bem no meio da minha barriga e ela atravessasse meu corpo.
(risadas)
Não estou preocupado com nada agora, e nem deveria estar escrevendo também. Não tem ninguém em casa e só consigo ouvir meu ventilador. O silencio é a melhor retórica de todas.
Sabe o que é mais engraçado? Eu acrescentei algo a minha lista de preocupações. Devo eu me preocupar por não me preocupar?
Ah, eu vou assistir alguma coisa.
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