Sabe, algumas pessoas acabam gostando de mim por algum motivo que às vezes sei e às vezes não sei explicar. Algumas pessoas me confundem com um colega ou amigo qualquer, mas eu não sei fazer esse papel; não quero ser seu amigo se você nem ao menos sabe quem eu sou e/ou porque anda comigo. Algumas vezes, mesmo depois de responderem essas duas perguntas, o relacionamento não dá certo. Algum filme diz... droga, não me lembro o titulo do filme... Ah, sim! Lembrei! Em Pulp Fiction, de Tarantino, na cena em que Mia e Vincent jantam, Mia diz: [...] é assim que sabe que encontrou alguém especial. Quando pode calar a boca um minuto e sentir-se à vontade em silêncio.
São poucas as pessoas com as quais eu consigo sentir-me à vontade. Isso, talvez, explique o porquê d'eu sempre ter algo em mente para falar quando estou rodeado de pessoas que não tenho muita intimidade ou pelas quais eu sentiria certo desconforto se ficássemos em silencio. Se eu te chamo de amigo é porque podemos calar a boca e nos sentirmos à vontade em silencio.
Às vezes, as pessoas me confundem com um esbanjador ou egocêntrico. Devo lhe dizer que acredito em duas coisas nessa vida; a primeira é que se Deus fez o mundo para o homem viver em harmonia, estamos todos prometidos ao inferno; e a segunda é que o homem tem dois hemisférios em seu caráter, o primeiro se entende por instinto e o segundo por egocentrismo. Sendo assim, não, eu não darei atenção a uma pessoa que me quer presente por completo porque eu não poderei dar a essa pessoa isso.
Não estou pedindo para que gostem de mim e nem para que me odeiem. Afinal, quem sou eu?
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