Eu não tenho medo de nada.
Tenho plena consciência de que eu poderia morrer ao cruzar a rua, ou até mesmo ao tomar algo que não caísse muito bem. Vivemos de quases na vida. Vivemos em meio há um fogo cruzado e, alguns pobres, são atingidos antes de outros. Estamos em guerra desde o primeiro de nossa raça. Nunca lutamos contra inimigos, os outros, nós lutamos contra nós mesmos. Essa declaração pode parecer parte de um épico de guerra, mas é a mais simples definição do que acontece dentro de nós, ou pelo menos, dentro de mim.
Imagino dois homens. Um com sangue nos olhos, em meio a guerra, atirando sem piedade em tudo que se move. Mulheres grávidas, crianças, idosos e pais de família caem em meio a carnificina que é feita. O outro, da mesma equipe que o fuzileiro impiedoso, tenta impedir que ele atire em pessoas inocentes, que ele seja menos inconsequente e insensível. Os dois batalham entre si, ao invés de combaterem o inimigo. Eu me sinto filho desses dois soldados.
Eu tenho medo.
Sabe, uma boa descrição para isso seriam as últimas palavras de Charlie Sheen ao final de Platoon e tais palavras me descrevem muito bem:
I think now, looking back, we did not fight the enemy; we fought ourselves. And the enemy was in us. The war is over for me now, but it will always be there, the rest of my days as I'm sure Elias will be, fighting with Barnes for what Rhah called possession of my soul. There are times since, I've felt like the child born of those two fathers. But, be that as it may, those of us who did make it have an obligation to build again, to teach to others what we know, and to try with what's left of our lives to find a goodness and a meaning to this life.
Baseado em: Platoon (1986) dirigido por Oliver Stone
Baseado em: Platoon (1986) dirigido por Oliver Stone
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