A doença mais grave para a mente humana é a preguiça. Ela gera a procrastinação, a perda de responsabilidade e gera um peso tão denso dentro do seu estômago que você fica estagnado no mesmo lugar até ela resolver dar uma trégua - se der.
Estou tentando evitar a maldita. Resolvi que esse ano seria um ano diferente e que tentaria fazer as coisas mais por impulso, na vontade e sem ficar me masturbando com possíveis acontecimentos que estavam logo ali, à um passo da realização. Pois bem, foi assim. Arranjei as atividades, ocupei-me. Surpresa tamanha foi quando descobri uma nova forma da doença. Tal essa, veio sorrateiramente, sem avisar e nem dar pistas. Deixou que eu me cansasse, estancasse toda minha ânsia no que eu percebi ser a mesma rotina de sempre, mas agora com várias atividades entrelaçadas.
Me fodi. Eu sei. Não precisa avisar.
Deixei livros, filmes, discografias de lado e aos poucos, fui atendo-me das tão suadas atividades que eu tinha proposto lidar. Voltei à estaca zero e isso foi desagradável. Durante aquele processo, pensei em escrever várias vezes, mas não tinha saco, nem paciência, nem cabeça, nem pensamento, nem bolas e muito menos disposição para isso.
Parei no tempo. Parei como da outra vez em que por estar tão devagar e exponencialmente mais devagar a cada passo, o tempo não passava ou ele simplesmente não existia na minha perspectiva. Parei. Porém, agora, acelerei tanto, mas tanto que esqueci que quão mais rápido você vai, mais devagar o tempo passa.
Agora? Não sei. O mundo parece ter seguido seu curso, não estamos emparelhados. Normal.
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