Sexo. Vaginas. Pênis. Prazer. Esse processo se promove por si só. As ruas fedem a esperma, sujeira e malicia. Todos e tudo. Assim como Bickle queria, uma tempestade um dia irá limpar esse esgoto metropolitano e levar todos e tudo água abaixo.
As pessoas querem viver romances, mas não ligam para o que aconteceu com o background da história. É impossível viver um romance nos dias de hoje. Impossível.
Você ama, é amado. Como é isso? Como é isso hoje? Realmente às vezes desejo sentir aquela sensação quente novamente. A perda de um amor é como uma droga. Queima sua veia. Faz você tremer e suar frio.
Dor. A dor é a prova e o termômetro de quão humano você é, de quão forte ou quão fraco é, e o teste se aguentará ou não passar por isso novamente. Eu perdi algumas pessoas, mas não dói, não sinto o vazio, não sinto falta. Elas se foram. Isso me faz menos humano? Menos normal? Qual é o padrão de normalidade hoje? Não temos a resposta.
Porém, é possível ver que todos anseiam por uma vida perfeita. Óbvio. Vidas que já foram descritas em filmes, livros, poemas ou músicas. Clichês. Todos nós ansiamos pela mesma coisa, só que de maneiras diferentes.
O que nos faz pensar em uma vida perfeita? É porque não temos uma. Não temos. E isso é nossa culpa. Culpa de uma criatura que se perdeu em prazer e dinheiro e esqueceu de seu eu interior. Uma criatura que estende seus prazos para alcançar coisas no trabalho ou na vida profissional. Mais dinheiro. Dinheiro leva a sexo.
Estamos sujos.
Somos um eterno clichê. Sempre estaremos a procura da princesa guardada a sete chaves pelo dragão, ou nos apaixonaremos ou ansiaremos logo o que não podemos ter, e sempre teremos a esperança de que no final enterramos a espada no coração do dragão.
Se temos consciência disso? Obviamente, sim. Somos como um clichê, dá merda no meio da estória, mas ansiamos e temos a esperança de um final feliz. O mundo é um clichê e se acomodou nele.
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