sábado, 12 de janeiro de 2013

Universos

Da nossa perspectiva, o mundo parece um lugar imenso, mas todos estamos cansados de saber que o mundo é um mero ponto perto de um vasto e nebuloso espaço.
Carl Sagan sugou todas as palavras bonitas e poéticas que poderíamos usar ao tratar do universo.
O universo é tudo que existe fisicamente, são todas as formas de matéria e energia, e também todo espaço e tempo. Ou, mais resumidamente, é o conjunto de todos os astros e tudo o que há neles.
Pare por um instante e pense na palavra que dá nome à... tudo. Essa palavra é: Universo. Grandiosa, marcante e peculiar palavra, "Universo" é um termo que resume tudo e qualquer distancia.
Se caracterizássemos o Universo como uma pessoa, ele seria bem egoísta, ou talvez, sejamos apenas pequenos demais para sermos notados. Com bilhões de anos de história, nosso lar - a Terra - foi palco de milhares de artistas importantes, e também, de pessoas como eu, você, seus pais e seus avós. Pisamos e outras pessoas pisaram por aqui. Aqui nascemos, aqui ficaremos.
Quando deixamos Carl Sagan citar "O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios" tomamos a consciência de que estamos sozinhos nessa. Dizem que a Terra ainda pode albergar a vida por mais ou menos 500 milhões de anos à frente. Ao nosso ponto de vista, isso, no fundo, é cruel. Daqui a 500 milhões de anos não estaremos mais aqui, nem eu, nem você, nem seus pais e muito menos seus avós. Toda a sua história não passará de apenas mais um capitulo na utopia enorme e a perder de vista que construímos. Então, podemos enxergar assim um outro universo... Nós. 
Cada um de nós vivemos em um universo dentro de um universo. Um desses, que formamos à maneira em que vivemos nossa vida inteira, é particular. Poucas partes de nossa imensidão intelectual e cerebral é revelado à outras pessoas, e os outros o mesmo fazem. Somos universos em conflito porque pensamos em aprimorarmos desde o nosso "big bang" pessoal até a hora da nossa morte para nos tornarmos maiores e maiores. A morte de nossa especie nada mais representa do que o fim dessa história e o cessar dessa dimensão intelectual e particular a que nos permitirmos ter. Neste momento, momentos felizes e infelizes, medos, características  amores, ódios, conquistas, derrotas e tudo que já passeou por seu grande universo, acaba.
Quando imaginamos o Universo - agora este o que vivemos, a nossa escuridão cósmica - vemos que somos muito pouco e que o Universo não é egoísta, e, sim, nós que somos imperceptíveis.
De que vale todo esse esforço por dinheiro? De que vale o trabalho? De que vale os estudos? De que vale isso tudo? Para nós vale muito. Para o Universo, nada.
Ao pensar nisso, podemos chegar a duas conclusões. Uma delas é que estamos vivendo para nada e que não vamos tentar melhorar e nem piorar, porque se assim estamos é porque é assim que devemos estar. Estudar? Trabalhar? Não. Nunca farei diferença perto de um espaço infinito de espaço-tempo.
Ou, podemos pensar da seguinte forma. Apesar de tudo não valer a pena à perspectiva colossal da infinita escura dimensão cósmica, temos uma história a contarmos a nós mesmos. Temos um universo a expandir dentro de nós com infinitas possibilidades. E, o mais importante de tudo, se fora mesmo uma coincidência toda essa nossa consciência e compreensão sobre nós mesmos e os outros, temos uma chance unica porque estamos apenas vivendo dentro universos, um dentro do outro, e assim permaneceremos até o fim e que se o mesmo vier, que tenhamos atingido uma dimensão cósmica inimaginável.

Pare de reclamar da chuva e pense nisso em 2013.

Nenhum comentário:

Postar um comentário